Tomara que os times de São Paulo possam levar alguma vantagem na final da Superliga

Técnico interino do Vôlei Nestlé Osasco avalia competição nacional, após a conquista do sexto paulista consecutivo 

Foto: Marcelo Zambrano/Fotojump

Enquanto Luizomar de Moura esteve no comando da seleção peruana, coube a Spencer Lee liderar os inícios do trabalho do Vôlei Nestlé Osasco. Técnico com experiência em outros clubes, ele chegou no ano passado após boa passagem pelo Rio do Sul para auxiliar Luizomar, mas teve no Campeonato Paulista deste ano seu principal desafio.

Com o título do Campeonato Paulista garantido, Spencer também deu início a disputa da Superliga e avalia o potencial do time, que tenta superar o vice-campeonato da última temporada.O Vôlei Nestlé enfrenta o Renata Valinhos/Country nesta sexta.

Qual a importância de vencer o técnico Zé Roberto Guimarães, do Hinode Barueri? Já me ocorreu vencer o professor Zé Roberto em outra oportunidade, na época do Praia Clube, contra a equipe de Campinas. Ganhamos de 3 a 0 em Campinas. Esta [decisão] foi a terceira vez. Mas ele é um sábio do voleibol, uma pessoa de referência para todos nós, temos muito a aprender, jogando contra ele. Desta vez, foi o Nestlé que venceu não o Spencer.

Antes da competição, você avaliou que substituir Luizomar de Moura era um privilégio, mas também um peso. Como fica isso agora com esse título? É um orgulho muito grande, tenho que agradecer pessoalmente ao Luizomar pela oportunidade que me deu de amadurecimento profissional, essa oportunidade de vestir uma camisa com o peso do Vôlei Nestlé. É difícil porque ele tem o conhecimento, uma experiência internacional, um tri da Superliga, é diferente da minha pouca experiência, mas devagar estou absorvendo. Outra coisa importante é vestir uma camisa que você é protagonista, tem que ser vencedor, porque o clube exige, a camisa do Vôlei Nestlé exige.

O clube passou por uma reformulação de 50% do time e teve dificuldades na primeira fase. Como está a evolução e qual o potencial da equipe na Superliga? Eu acho que o time já tem um certo padrão de jogo, o aspecto coletivo, uma boa estrada percorrida. Mas a gente percebe tanto a Tandara quanto a Bia, que não tiveram intervalo da última Superliga até essa, depois de uma excelente trajetória na seleção, é natural que tenha uma queda. E a gente trabalhar para que no final do primeiro turno, elas estejam subindo o morro novamente. A chegada da Ninkovic, a Lorenne, e essa recuperação da Fabíola, deu um elenco bastante compacto, isso torna nossa equipe bastante competitiva e nos dá mais uma vez a perspectiva de briga pelo título da superliga nacional.

A Superliga teve a mudança com relação a final. Agora será decidido o título na melhor de dois jogos, com Gonden Set. Qual sua opinião sobre a mudança? Já é uma tradição do vôlei paulista dois jogos na final e o Golden set, a Superliga traz pela primeira vez esse formato, acho que dois jogos é melhor do que um. Se naquele dia você não está bem, você pode perder o título. Em dois jogos te oportuniza novamente a estar num momento diferente, resgatar sua qualidade. Vai ser a primeira experiência, no paulista funcionou bem. Tomara que os times de São Paulo possam levar alguma vantagem no final da superliga nacional, embora, obviamente, tem que estar na final pra ter essa vantagem e esse caminho é muito difícil.

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